A trajectória de Marlene Cruz na culinária começou ainda na adolescência, muito antes da exposição mediática. Angolana de origem, a participante do MasterChef Portugal construiu o seu percurso entre os dois países, levando para a cozinha identidade, memória e criatividade. “Sempre gostei de cozinhar, era algo que já fazia parte de mim desde muito nova”, afirma. “Cozinhar é também contar histórias e preservar raízes”, acrescenta.
Em Angola, iniciou o percurso profissional com o projecto Cozimar, conhecido pela qualidade e apresentação dos pratos. “Fazíamos almoços take way para várias empresas, e a cozinha começava a ganhar notoriedade”, recorda.

A mudança para Portugal trouxe uma nova etapa, desta vez de formação profissional. “Eu sabia cozinhar, mas precisava aprender as técnicas”, explica. Formada em Comunicação Social, descobriu também no digital uma forma de comunicar a sua gastronomia. “Criar conteúdos digitais com as minhas receitas permitiu-me partilhar a minha paixão com mais pessoas”, sublinha.
A entrada no MasterChef Portugal aconteceu de forma inesperada. “Foi um passo dado quase sem esperança, mas que acabou por mudar tudo.”
Segundo a Marlene representar Angola num concurso internacional é motivo de orgulho e responsabilidade. “Sinto que carrego comigo a nossa cultura e os nossos sabores”, afirma. “Quero dar ainda mais visibilidade à cozinha angolana e mostrar que nunca é tarde para sonhar”, conclui. Para o futuro, Marlene ambiciona continuar a promover a gastronomia angolana, desenvolver projectos que valorizem as raízes culturais e afirmar a cozinha como um instrumento de identidade, memória e construção do futuro.
Texto: Janeth Cabeia