A Dra. Olga Silva é fisioterapeuta especialista em uroginecologia funcional e pós-graduada em sexualidade humana. Mais do que tratar sintomas, trabalha para devolver autonomia às mulheres. “Gostaria que o mundo me conhecesse não apenas como uma profissional de saúde, mas como uma facilitadora de liberdade”, afirma.
Na prática clínica, a Dra. Olga percebeu que muitas mulheres sofrem em silêncio. “Percebi que muitas mulheres sofriam caladas com disfunções que têm tratamento”, explica. Para ela, falar sobre saúde pélvica é uma forma de devolver dignidade, confiança e qualidade de vida às pacientes.
Um dos maiores desafios ainda é combater mitos profundamente enraizados. “O mito mais perigoso é o de que as disfunções pélvicas são coisas da idade e que não há nada a fazer”, alerta. Segundo a especialista, a informação e os resultados clínicos mostram que a fisioterapia pélvica pode reabilitar a musculatura em qualquer fase da vida.
Para as mulheres que ainda sentem vergonha ou medo de procurar ajuda, a mensagem é clara e directa. “A sua qualidade de vida é mais importante do que a vergonha”, diz. E acrescenta: “Cuidar da sua região pélvica é um acto de amor próprio. Dê esse passo por si.”
Texto: Joice Estevão