Wilma André saiu de Angola para Portugal em busca de tratamento. Diagnosticada com alopecia, começou a perder o cabelo e não encontrava produtos naturais e eficazes que respeitassem o seu corpo. “Foi nesta altura que percebi, que o que me fazia falta era exactamente o que eu precisava criar.”
Chegou sozinha ao país, doente, longe do marido e dos filhos. Por isso, Wilma diz que teve de reaprender a existir e enfrentar tudo ao mesmo tempo: “Cuidar dos filhos, estudar, trabalhar, construir uma nova base e tudo isso doente.” Hoje vive em Coimbra, onde estuda e empreende: “conciliar o mestrado com o empreendedorismo é como viver em dois mundos intensos ao mesmo tempo.”
Mas foi da dificuldade que surgiu a marca: “A Will Natura Beauty nasceu da intersecção entre a minha vivência pessoal e de uma necessidade real que eu tive, que foi a alopecia.” Actualmente, Wilma lidera uma equipa de quatro pessoas e diz que o projecto cresce com responsabilidade.
No entanto, apesar da boa recepção por parte dos clientes, o caminho não tem sido fácil. “Há dias cansativos e há noites mal dormidas” Ainda assim, Wilma garante que vale a pena. “Mais do que clientes, estamos a construir uma comunidade que se identifica com a nossa visão de beleza natural, inclusiva e consciente.”
Wilma quer levar a marca de volta a Angola, para si é uma forma de “dar continuidade a um ciclo com dignidade e propósito.” E deixa uma mensagem a todas as mulheres: “Se eu consegui, tu também consegues. E quando chegar a tua hora de brilhar, brilha e depois estende a mão para a próxima mulher que vier atrás.”
Por: Joice Estevão

