Maria Zangui é hoje um nome de referência quando o assunto é formação em Recursos Humanos e capacitação profissional em Angola. Mas por trás da empresária bem-sucedida, existe uma mulher que transformou inconformismo em estratégia e desafios em combustível para criar impacto real.
Antes de criar o seu negócio, era uma jovem inquieta, curiosa e apaixonada por desenvolver pessoas. Tinha poucos recursos, mas fé, coragem e o desejo de servir. Lançar a Selfgest exigiu ultrapassar obstáculos financeiros, emocionais e sociais.
Hoje, o impacto é visível nos testemunhos de profissionais que, após formação, conquistaram promoções e confiança. Para ela, isso é o maior indicador de sucesso: “Ouvir ‘Maria, graças ao que aprendi contigo, consegui mudar minha realidade’ foi o ponto em que entendi que a minha voz não só ecoava, mas gerava transformação.”
O propósito da Selfgest é claro: democratizar o conhecimento e empoderar profissionais para serem agentes de mudança dentro e fora das organizações. Maria destaca que o diferencial está na abordagem prática, humanizada e alinhada com o contexto angolano: “A Selfgest não copia modelos de fora. Criamos soluções adaptadas à nossa realidade, ouvindo as dores do mercado e respondendo com estratégias que promovem equidade, conhecimento e impacto social.”
Além de fundadora da Selfgest, Maria Zangui é Gestora de Recursos Humanos, reconhecida como Jovem Líder Africana pelo programa YALI (Young African Leaders Initiative) e idealizadora de iniciativas como a Conferência Nacional de Gestão de Recursos Humanos, o Fórum Gestão de Pessoas e o Treinamento Preparação para o Mercado de Trabalho.
Ao falar de legado, quer ser lembrada como a mulher que “não aceitou as limitações do contexto como destino, mas olhou para os desafios como oportunidades de serviço”. E sobre o futuro de Angola, é directa: “Uma Angola onde as mulheres lideram sem pedir permissão.”
Por: Joice Estevão

