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Feito Por Ellas

Quando o Direito não abriu as portas, os pincéis abriram

Em Angola, Direito é o curso com maior número de matrículas no ensino superior, mas a oferta formal de emprego para licenciados cobre apenas cerca de 30 % dos candidatos . Sem oportunidade na sua área, Pelviana André não se resignou. É bacharel em Direito, mas é com a maquilhagem que encontrou uma forma de rentabilizar a sua vida com o próprio talento.

Natural do Lubango, Pelviana André mudou-se para Luanda em busca de crescimento pessoal e profissional. O recomeço numa cidade desconhecida foi para si um teste: “Vim em busca de crescimento profissional e pessoal, e solidificar-me na capital, num mercado competitivo como o da maquilhagem, foi um verdadeiro teste à minha resiliência”, relembra.

Pelviana transformou a maquilhagem num modelo de negócio rentável. Em menos de dois meses, sem estúdio, sem equipa e com a mochila às costas, atingiu 1 milhão de kwanzas apenas com atendimentos ao domicílio. O feito não veio por acaso: foi sustentado por disciplina, visão estratégica e foco no atendimento personalizado.

A sua rotina incluía maquilhagens para noivas, madrinhas, sessões fotográficas e eventos corporativos. Apostou também em cursos de automaquilhagem e mentorias para iniciantes. “O que fideliza clientes não é o local, mas a conexão, o cuidado e os resultados que entregamos”, sublinha.

Além da maquilhagem, é revisora literária, modelo publicitária e consultora de imagem. Consegue gerir áreas distintas graças a uma organização rigorosa e visão estratégica. “Maquilho com as mãos e reviso com os olhos, mas em ambos, entrego cuidado e dedicação”, diz.

Hoje, sonha com a abertura de uma escola de formação profissional voltada a mulheres, lançar uma linha de produtos e publicar um livro.

Texto: Joice Estevão.

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