Com mais de 15 anos de carreira, Ludmila Rangel é uma profissional que construiu a sua trajectória profissional em duas áreas distintas, mas que, de certa forma, se complementam: o jornalismo e a medicina.
A entrada de Ludmila Rangel no mundo da comunicação começou ainda muito nova. A jornalista conta que, com apenas sete anos, teve a sua primeira experiência na comunicação, na Rádio Nacional de Angola.
Quando dava os primeiros passos no jornalismo, Ludmila também era estudante de ciências médicas e admite que, no início, isso era um desafio. “Carregava dentro de mim duas personagens que teimavam em não se separar”, explica.
Tudo mudou quando, numa das suas grandes reportagens sobre o estado de saúde de uma menina de cinco anos, Ludmila entendeu que já não havia necessidade de separar as profissões. “Aquela criança de cinco anos continua comigo. Ela foi o meu ponto de partida. E também o de chegada”, afirma.
Hoje, a sua dedicação profissional ganhou visibilidade. Há seis anos participa no corpo de jurados dos Prémios Tigra Nova Garra, na categoria saúde, para além de ser fundadora de projectos como Saúde em Roda de Conversas e Akilah Medic. Em 2021, Ludmila Rangel foi nomeada correspondente da Voz da América na área da saúde. “Não foi apenas uma posição, foi uma validação internacional de que aquilo que fazíamos em Angola tinha qualidade, relevância e impacto”, partilha.
Ludmila Rangel é um exemplo de que, com paixão e dedicação, é possível fazer a diferença na vida das pessoas, sem separar a sensibilidade humana das técnicas profissionais.
Por: Lectícia Leão