A fundadora e directora-geral da empresa Imcuba Angola, Sofia Chaves, olha para o percurso da instituição e sublinha que os 10 anos foram marcados por muitos desafios, mas também por conquistas que consolidaram a empresa no mercado nacional e abriram caminho para a sua expansão internacional.
Formada em Finanças, Sofia Chaves começou a carreira cedo no mundo da Auditoria, quando ainda estudante foi recrutada pela empresa Deloite, onde permaneceu durante cerca de 10 anos. Com mais de 17 anos de experiência em diferentes funções, decidiu em 2015, avançar com a criação da sua própria empresa. Assim nasceu a Imcuba Angola.
No início, a aposta esteve virada para a incubação de negócios, apoiavam empreendedores a desenvolver ideias. No entanto, as dificuldades de muitos projectos em manter rigor financeiro levaram a uma mudança de estratégia. “A nossa raiz é muito financeira, por isso decidimos reforçar os serviços de consultoria e auditoria, onde sempre tivemos maior solidez”, explica.
Ao longo de uma década, a Imcuba cresceu, conta hoje com cerca de 20 colaboradores e mantém escritório na Vila Alice, em Luanda. Inaugurou recente um escritório em Portugal, onde marca a nova fase no percurso da empresa. “Entrámos num mercado novo e vimos que não estamos atrás das empresas locais em termos de conhecimento. Os nossos parceiros admiram-se da nossa capacidade, e isso dá-nos força para continuar a crescer”, sublinha a directora-geral.
A carteira de clientes da Imcuba Angola inclui empresas públicas e privadas, nacionais e internacionais, com destaque para os sectores do petróleo, telecomunicações, banca, seguros e mercado de capitais. Para além dos serviços principais de auditoria, consultoria fiscal e contabilidade, a Imcuba criou também uma academia de formação destinada a quadros seniores, com cursos especializados em finanças, auditoria e mercado de capitais.
O balanço dos 10 anos, segundo Sofia Chaves, tem “um sabor agridoce”. “O lado amargo vem dos desafios constantes e da necessidade de provar, como mulher, a minha capacidade em cada espaço. Mas o lado doce é perceber que cada obstáculo me obrigou a preparar-me melhor e a mostrar que temos competência, inclusive em mercados internacionais”.
Texto: Janeth Cabeia
