Com 32 anos na comunicação social e 25 anos no sector de óleo e gás, Horvanda Andrade é uma das mulheres que ajudaram a construir referências femininas em Angola. Licenciada em Geologia pela Universidade Agostinho Neto e mestre em Geociências de Petróleos pelo IFP – École Supérieure du Pétrole et des Moteurs, soma à sua formação técnica uma longa história de dedicação ao país.

Antes de ocupar cargos de destaque na indústria petrolífera, Horvanda foi uma das vozes conhecidas da Rádio Nacional de Angola e apresentadora na Televisão Pública de Angola (TPA). A comunicação, que começou como um hobby, acabou por tornar-se um instrumento de impacto social. “As pessoas, muitas delas, provavelmente reviram-se em mim. A homenagem que eu recebi agora acaba por ser o reconhecimento do país à entrega que eu dei”, partilha com orgulho.
A condecoração recente foi recebida com surpresa, mas também com sentimento de missão cumprida. “Fiquei muito feliz por ter o reconhecimento do nosso país. É algo único e gratificante, porque quer dizer que o trabalho que nós fazemos é visto”, revela. Para Horvanda, à medalha simboliza a valorização do profissionalismo e da entrega que sempre marcaram o seu percurso.
Apesar das conquistas, Horvanda não se considera no topo. “O ser humano é inacabado. A capacidade de aprender nós temos sempre”, diz, convicta de que o conhecimento é a maior forma de legado. Hoje, planeia dedicar-se cada vez mais à partilha de experiências e à valorização das mulheres. “Nós precisamos de construir a mensagem de valores e de conhecimentos das mulheres. Ela fez, eu também faço. Eu faço, outras podem”, reforça.
Acredita no poder do exemplo e na força colectiva para a construção de Angola. “Acredito em nós. Acredito no nosso país. Nós temos um potencial imenso e temos que acreditar que o nosso país é nosso”, conclui.
Texto: Joice Estêvão

