O luto é uma das experiências mais universais, porém ainda é dos temas mais sensíveis. Para a psicóloga clínica Schendylene Elias, esse é o espaço onde as pessoas se revelam em sua forma mais genuína. “Nos momentos de tristeza e dor, as pessoas se permitem ser apenas pessoas. E é aí que eu gosto de trabalhar.”
Formada em Psicologia Clínica, Schendylene decidiu dedicar-se à investigação do luto em Angola, procurando compreender como diferentes contextos sociais e culturais moldam as formas de viver a perda. Esse percurso vai dar origem, em breve, ao lançamento de um livro onde partilha reflexões e aprendizagens da sua prática profissional.
Autodefinida como cuidadora, acredita que sempre encontrou no acto de cuidar a sua maior força. “Quem me conhece sabe que eu sempre gostei de cuidar”, afirma, sublinhando que conseguiu unir paixão e profissão ao escolher a Psicologia Clínica.
O equilíbrio entre vida pessoal e profissional exige disciplina: terapia, kickboxing e a dedicação constante à escuta de quem sofre. No centro desse percurso, há um propósito maior: fazer do luto um espaço de dignidade e humanidade.
E, quando pensa no futuro, a resposta é desarmante na sua simplicidade. “Quero ser lembrada como um bom ser humano.”
Por: Joice Estevão

