“Quero ser reconhecida como alguém que elevou a forma como se olha para babás, domésticas e cuidadoras em Angola.” É assim que Ana Vaz, 34 anos, resume a visão que orienta o seu percurso profissional e social à frente da SOS Babás e Domésticas, uma empresa que tem vindo a transformar a realidade de centenas de famílias e trabalhadoras do sector dos cuidados de lar.
A SOS Babás e Domésticas surgiu durante o período da pandemia da Covid-19, num contexto de grande desafio pessoal. Ana tinha acabo de dar à luz e afastada do trabalho, encontrou na vida espiritual motivação para criar um projecto com impacto social. “Em oração, percebi a necessidade de ajudar mulheres e famílias. Queria criar um espaço seguro, ético e profissional, onde as trabalhadoras pudessem aprender e ser valorizadas”, recorda.
A área de trabalho vocacionada cuidados de lar em Angola enfrenta vários desafios, aponta Ana Vaz: desvalorização histórica, falta de formação e pouca confiança entre famílias e profissionais. Muitas trabalhadoras nunca receberam orientação adequada, enquanto diversas famílias desconhecem direitos e deveres que regem esta relação laboral. “O nosso trabalho é mudar essa realidade”, sublinha.
Para responder a estas lacunas, a SOS Babás e Domésticas aposta numa formação que vai além das competências técnicas, integrando conteúdos de deontologia profissional, ética, comportamento e desenvolvimento humano.
Hoje, a SOS Babás é reconhecida como um espaço seguro e profissional, onde mulheres encontram oportunidades de crescimento e famílias confiam plenamente nos serviços prestados.
Texto: Joice Estévão